15 de fev de 2011

A DEMONSTRAÇÃO DA LOUCURA QUE É NECESSÁRIA AOS NORMAIS

 Frisson
 
Uma poesia muda, que não ousa alterar o limite da dúvida pra não se perder em desencantos, barco que flutua em ondas leves de um mar raso, sem destino, mas que beira à ilha. Um prazer em certezas que se limitam nas covardias necessárias, pois, mesmo sem destino, já é bom: a brisa salgada, o porto seguro, que, por isso não é o mais almejado, os sonhos sugestivos sem ilusões é doce que também vicia. Quanto custa um sonho dividido, um pecado confessado? Por onde estão as veredas nunca trilhadas? Quanto dói um sentimento declarado? Porque temos que pagar pela gratuidade? O prazer seria um mendigo ou príncipe? (Fátima Oliveira - 02/2011)

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