13 de out de 2010

QUANDO O VIRTUAL PASSA A SER REALIDADE

Aos nove de outubro do ano de 2010, um sábado, resolvi tentar mudar alguma coisa em minha vida – por incrível que pareça senti que ia acontecer. Acordei pouco mais de quatro e meia da manhã, fui ao banheiro, escovei os dentes olhando no espelho aquele rosto com ar de mistério, mas ao mesmo tempo com uma certeza incerta de que algo estava para transformar, ao mesmo tempo, seu lado racional e sentimental que são fundamentais na peleja de sobreviver numa sociedade tão superficial e configurada por uma cultura de felicidade totalmente equivocada dos reais valores e sentidos de nossa passagem. Calcei meus tênis, dei um beijo no meu filho, em minha esposa e saí para a minha primeira caminhada de pouco mais de meia hora. Dialoguei com os mesmos de sempre que muito cedo estão a andarilhar pelo centro timonhense, fui ao mercado admirar a face agradável do açougueiro, demorei na padaria estudando os muitos personagens que cedo, com os filhos ainda a dormir, buscam o pão para logo irem garantir o “pão” do dia seguinte – singela dinâmica da vida.
Passei a acreditar que os belos encontros são o resultado do inesperado e que estes não acontecerão sem antes não estivermos vivido desencontros. Primeiro vem a ausência do belo para depois se tornar “presente” constante, mesmo que defronte com as adversidades mais crueis, em nossas obsoletas vidas. Agradável, alegre, interessante, leve, confiável e deixa uma sensação de que outras vidas já existiram - causas da sua companhia virtual. É, passo a acreditar que esta “ponte” já estava construída a espera de seus aprendizes andarilhos. Fica fácil escrever ao som instrumental de Love Story.

2 comentários:

Thicianne disse...

Ficou muito bom,execelente...Parabens!

Marcelo Silva disse...

AGORA VOCÊ FILOSOFOU... PARABENS!!!