30 de set de 2010

DIFICULDADES DE ÁGUA EM TIMONHA, INSPIRA MORADOR

Várias ruas de Timonha vivem dificuldades de acesso à água por motivos de má distribuição e fontes em seca. Constantemente se veem moradores em direção à bica com seus tambores em busca de água, pois suas torneiras já terminaram faz tempo de "pagar o INSS". Enfim, a situação tende a piorar se nossas autoridades através dos vereadores locais João Turé e Zenaide não tomarem uma providência junto ao executivo municipal para resolver a situação do timonhense. Enquanto isso, com sede e perto de uma torneira pinga-pinga, a inspiração é a única fonte que "mina". Veja e leia abaixo um poema de Téo Oliveira:

Vou dizer logo a data
porque pode miorar
e quero que esse poema
fique pra gente lembrar,
que a seca em 2010
passeou no meu lugar.

Começou a falta d'água
por volta do mei do ano,
já que o inverno foi fraco
o riacho foi secano
e hoje já num tem água
nem passano pelo cano.

Quando amanhece o dia
já começa o alvoroço,
falta água pro café
quebra-jejum e almoço,
pra tomar banho di tarde
cabra tem que ter um poço.

As nossas autoridades
diz que é pra gente esperar,
que o projeto pra vir água
só tá faltano aprovar,
mas depois dessa política
a coisa vai miorar.

Esses aí tão tranquilo
bebem água mineral,
o pobre pra não ficar
sem o líquido especial,
tá gastano o que não tem
pra trazer lá do Cocal.

Às vezes lá pela noite
fico perto da torneira,
e começa um pinga-pinga
que parece brincadeira
pra encher um balde d'água
leva quase a noite inteira.

Tem gente que diz que tem
água em casa de montão,
que para encher um balde
não demora muito não,
mas vá ver lá no quintal
que ele tem um cacimbão.

Tem uma tal de adutora
que nóis nem sabe o que é,
mas cuma é pra trazer água
é o que todo mundo quer
e os homi vão inrrolano
mandano nóis ir votano
que as proposta tão de pé.

E assim seguimos nóis
com esse grande problema,
quem tem dinheiro não faz
e o pobre paga a pena,
estamos contra a parede
e com essa grande sede
termino aqui meu poema.

(Téo Oliveira - Agosto de 2010)

8 comentários:

Maria Jamille disse...

Desculpe Téo, mas acho que vão continuar com sede por muito tempo, pois a vereadora Zenáide é oposição e não adianta pedir e o João Turé é pau mandado aceita tudo que o Senador quer e não tem voz prá pedir por esse povo, que por sinal tem uma maioria de admiradores por esse gestor que colocaram na prefeitura. Unico distrito que lhe deu uma maioria de + ou - 600 votos. E com certeza elegerá o bola mucha.

Mário Fortuna disse...

Acaba de ser lançado o mais novo cordelista do nordeste, seu nome artístico: Téo.

Gyll disse...

rsrs!!! é bem engraçado, mas... infelizmente é a realidade q stamos enfrentado em Timonha.
Théo parabéns pelo poema fikou legal!
Kuando ñ se tem outra saída o jeito ki tem é a inspiração...

Jacinto Alves disse...

Para Maria Jamille, infelizmente vivemos nessa situação, e como vc mesmo já disse que
"João Turé é pau mandado aceita tudo que o Senador quer e não tem voz prá pedir por esse povo, que por sinal tem uma maioria de admiradores por esse gestor que colocaram na prefeitura. Unico distrito que lhe deu uma maioria de + ou - 600 votos. E com certeza elegerá o bola mucha."
Mas infelizmente, novamente, o povo não tem essa consciência e vota nessa candidato que vc mesmo cita.
Cada um só tem o que merece.
Essa é a realidade.

Anônimo disse...

infelizmente jamile o povo da nossa cidade é igual a propaganda da televicao:dona maria voce que trocar um hospital com medicos,cirurgias e etc por 2 sacos de cimento ou 50 reais e ela responde SIMMMMMMMMM!!!!!

JP.Timonha. disse...

ai vc disse tudo,"só faltou água"!

Maria Jamille disse...

Gostei da sua comparação amigo(a) anônimo(a).
Eta povinho pobre esse da nossa terra!!!

Jorge Muniz disse...

Parabéns! Só tenho a felicitá-lo por sua consciência e por externa-las por meio de sua escrita, versos simples e de sentido certo. Nem tudo está perdido, ainda existem pessoas conscientes de sua realidade e são por elas que ainda se deve ter esperanças.

É muito mais fácil aliciar aduladores que ocultam as farsas de um governante imoral, do que sanar com corretidão toda a fome e sede de um povo.

"Libertas quae sera tamem"