9 de ago de 2010

QUIMERA


Cadê minhas inspirações,
Minhas mágicas ilusões?
Como explicarei que não consigo mais expressá-las?
Quem me ajuda senti-las de novo?
O que farei pra terminar esse poema,
Esse dia?
Oh incertezas, porque não me ocorrem agora?
Preciso de uma duvidosa certeza que me permita sonhar,
Sofrer, querer, amar sem saber por que, pra que, enfim...
Só o sono me resta agora,
Quem sabe em um sonho eu consiga encontrar você, vou tentar.
Não consigo dormir, ouço aquela música tocar, ainda tento rezar, meditar...
Pesadelo? Tenho um, consegui dormir e não sonhei.
Já é dia!
Preciso acordar, trabalhar, estudar, saber amar.
 Vou esperar...
Talvez quando o dia acabar, haja tempo pra “delírio”!!!
Texto: Fátima Oliveira - julho de 2010

5 comentários:

marcelo disse...

Sem palavras para descrever este poema...de tão belo que é...se percebe que foi escrito com a alma...leve pluma que desliza na simplicidade de uma noite qualquer...A simplicidade é, deveras, o teu maior tesouro.

marcelo disse...

Show!!! sem palavras para descrever este poema...de tão belo que é...se percebe que este foi escrito com a alma...Ha em cada palavra um pedacinho de "Fátima"...um poema feito um Pluma leve desfilando no vazio de uma noite qualquer..."tua simplicidade é ,deveras, teu maior tesouro..."

Antonio Francisco disse...

Passando por aqui, apenas para parabenizar essa boa escritora, que expõe seus lindos pensamentos em forma de versos para todos nós, além de ser muito simpática.
Admiro muito!

Antonio Francisco
administrador do www.barroquinhanoticias.com
Abraços!

Timonha Notícias disse...

A maestria descrita nos remete ao pequeno grande entendimento de nossa insignificância... Nos tira, por instantes, dessa falácia que arruina cotidianamente nossa capacidade de "terminar o dia"... e testemunhar da "magia" percorrida durante o calendário, não mais percebido.

Fátima, faz, faz mais "isso"... pois não sei de onde extrai. Preciso, preciso de que te sintas sem explicação...

Fátima disse...

descubro a cada novo encontro a beleza da descoberta, e sei que ñ conseguiria ser eu se não desvendasse "pro mundo" o quanto são significativas estas conquistas...é "a cada uma" que devo o que sou.
obrigada a vocês e também a cada um que se reconhece nesse depoimento.